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20 de abril de 2011

Nossos primeiros momentos!

Nossos primeiros momentos!

Você lembra nós dois? Sempre eu relembro!
Quando a gente sonhava caminhando...
Planejava o futuro imaginando...
Passeando nas festas de setembro...

E casarmos, quem sabe, num dezembro...
Onde as flores caíam vagueando...
O sol tinha uma luz incendiando...
Nossos olhos ardentes, eu me lembro!

Eu não sei me esquecer, só sei lembrar...
De você pelo mundo a imaginar...
Num amor infinito nos perdemos...

E eu ás vezes nem sei se te mereço...
Hoje eu tenho você, mas não me esqueço...
Dos primeiros momentos que vivemos!

Santa Cruz do Capibaribe, 21 de abril de 2011.
Clécio Dias

19 de abril de 2011

Exclamação!

Helenice,

Exclamação!

Meu amor, acho que você dormiu
Hoje à noite, no entanto eu me acordei
Quando a esmo na vida eu te encontrei
Vibrei, sorri, você também sorriu!

Se eu tão triste dormi você me abriu
Os caminhos e assim eu despertei
Quando você chegou me apaixonei
Durante o beijo nosso amor surgiu!

A tarde estava muito diferente,
Aquele nosso beijo simplesmente
Regenerou minha ilusão perdida!

E agora posso exclamar bem mais forte:
Sem você do meu lado eu tinha morte!
Com você do meu lado eu tenho vida!

Santa Cruz do Capibaribe, 18 de abril de 2011.
Clécio Dias.

1 de março de 2011

Amaro Dias e o primeiro Programa Violeiros do Vale em 1985...


O Programa Violeiros do Vale foi ao ar no dia 29 de Dezembro de 1985, ou seja, no mesmo dia em que a Rádio Vale do Capibaribe - a primeira rádio da cidade. Esse programa foi um marco para a cultura da viola em Sana Cruz do Capibaribe, pois muitos cantadores que não tinham espaço se apresentavam diariamente!!!

23 de fevereiro de 2011

Será que nunca fui poeta?

Eu sou mesmo um poeta, eu me afastava...
Quando ela orgulhosa nem me via...
Outros riam pensando que eu não ia...
Ser feliz quando um sonho alimentava...

Porém muitos achavam que eu estava...
Enganado e poeta eu não seria...
Recitando um poema eu me envolvia...
E uma voz debochando ironizava...

Eu descia do palco sem saber...
Se era mesmo um poeta ou só quis ser...
Mas minha alma intranquila e inquieta...

Me lembrava de um rosto me querendo...
E uma voz delicada me dizendo...
Você é Clécio Dias – Meu Poeta!!!

Clécio Dias, Poeta Santa-cruzense!

8 de fevereiro de 2011

O Poeta da Revolta

Poeta da Revolta!
Clécio Dias

Essa revolta, às vezes, me faz bem...
Quando me sinto o mais injustiçado...
Uma amargura me deixa calado...
Num sentimento que me deixa aquém...

Quando percebo que posso ir além...
Dos meus sentidos, sou incendiado...
Ser eu, ser pleno – um direito sagrado...
Sem dar satisfação a seu ninguém...

Seguir a vida, muitas vezes, triste...
Como um fantasma que nunca desiste...
Nesse caminho que já não tem volta...

Ser esse nada dentro do universo...
Que só consegue produzir um verso...
Quando “serenamente” se revolta!!!

Clécio Dias, Poeta de Santa Cruz do Capibaribe.

4 de fevereiro de 2011

Esquecido


Um poema esquecido...
                           Clécio Dias
Eu passei uma noite lhe escrevendo...
Um poema em formato do seu rosto...
Outro dia seus olhos me encantaram...
Numa tarde me encheram de desgosto...

Fui embora tão cheio de revolta...
Sua farsa – um caminho tão sem volta...
 Eu fazendo um poema... minha mágoa...
Meu olhar tanta raiva, tanta água....
Em meu rosto choveu ingratidão...

A cidade entretida e esquecida
Meu poema esquecido por você...
A cidade não quis nem perceber...
Que o poema era a luz da minha vida!

Fui embora chorando - uma revolta...
Uma dor, uma perda tão sem volta!
Se esqueceram de mim quando eu surgi...
Não notaram no dia que eu parti...

Ninguém sabe do dia que eu voltei...
Eu por isso chorando revirei...
A revolta sem volta que revolta...

Leio agora um poema sem lembranças...
Um dor que tortura as esperanças...
De um poema esquecido e rabiscado...
Um coração ora tão revoltado...
Ciente e certo desse esquecimento!

Clécio Dias, Poeta de Santa Cruz do Capibaribe.